FixoPolítica

Vereador Tiago Vargas propõe exame toxicológico para servidores da educação

A proposta está contida no Projeto de Lei nº 10.335/2021 e vem causando polêmica com profesores

Professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande poderão ter que fazer exame toxicológico anualmente para continuar trabalhando. Pelo menos esta é a proposta do vereador Tiago Vargas (PSD), por meio do Projeto de Lei nº 10.335/2021, submetido à apreciação da Câmara Municipal de Campo Grande há dez dias. O projeto apenas foi apresentado, mas ainda será discutido e, caso seja aprovado, valerá para todos os professores municipais da capital.

Pelo projeto, caso os exames toxicológicos deem resultados positivos, os professores terão uma chance de apresentar uma contraprova e até um recurso administrativo. Na avaliação do vereador Tiago Vargas, esse procedimento é comum entre os servidores públicos da área de segurança. Em diversas entrevistas concedidas, o vereador informou que acredita na possibilidade de haver professores viciados em drogas ilícitas, o que inviabilizaria o trabalho nas salas de aula.

Tiago Vargas (PSD) foi o vereador preferido da população nas eleições anteriores, com 6.202 votos. De acordo com o parlamentar, o projeto lembra ainda que a Lei Complementar 190/2011 institui que a detecção do uso de droga ilícita caracteriza falta disciplinar, passível de aplicação de sanções diversas, incluindo a demissão do serviço público em caso de reincidência. Hoje, o exame toxicológico mais barato custa R$ 150. Os professores não gostaram nada do projeto.

O vereador Tiago Vargas era investigador da Polícia Civil. Acostumado a polêmicas, ele disse que é necessário fazer uma limpeza no serviço público tratando os professores que sejam viciados em drogas. “Infelizmente, isso é uma realidade. A ideia do projeto não é demitir ninguém, e sim tratar quem estiver envolvido com o uso de drogas – exatamente como acontece entre os servidores da segurança pública”, explicou Vargas.

GDS News

Mostrar Mais
Botão Voltar ao topo