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Produção se mantém estável em 73% das empresas industriais de MS

A sondagem especial sobre insumos e matérias-primas apontou, contudo, que 62% das empresas industriais do MS têm enfrentado dificuldades para conseguir esses materiais, mesmo pagando mais caro por eles

A produção industrial de Mato Grosso do Sul se manteve estável ou em crescimento em outubro, de acordo com a Sondagem Industrial realizada pelo Radar Industrial da FIEMS com 77 empresas. Foram entrevistados segmentos de produtos alimentícios, metal, têxteis, material plástico, confecção, produtos minerais não metálicos, extração de minerais não metálicos, biocombustíveis, químicos, produtos de borracha, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, máquinas e equipamentos, bebidas, calçados, produtos de madeira, metalurgia, couros, produtos de limpeza, produtos farmoquímicos e móveis, entre os dias 3 e 12 de novembro.

Segundo o levantamento, 73% das empresas industriais de Mato Grosso do Sul apresentaram estabilidade ou crescimento da produção (55% das empresas com produção estável e 18% com crescimento). Quanto à utilização da capacidade instalada, 72% dos empresários industriais disseram que ela esteve igual ou acima do usual para o mês. Já a utilização média da capacidade total de produção encerrou o mês em 75%.

O coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da FIEMS, Ezequiel Resende, explicou que em relação as expectativas para os próximos seis meses todos os indicadores avaliados seguem positivos, ou seja, os empresários industriais de Mato Grosso do Sul esperam crescimento da demanda por seus produtos, aumento das contratações e exportações. “Com essa combinação, os índices de confiança e intenção de investimento seguem em patamares elevados para o período”, afirmou.

Ainda conforme o economista da FIEMS, a sondagem especial sobre insumos e matérias-primas apontou, contudo, que 62% das empresas industriais do MS têm enfrentado dificuldades para conseguir esses materiais, mesmo pagando mais caro por eles. “Por fim, 55% dos respondentes acreditam que a oferta de insumos e matérias-primas se normalizará até o final de 2022. Enquanto 28% disseram não saber quando isso ocorrerá”, ressaltou.

Expectativas e Intenção de investimento

Com relação as expectativas projetadas para os próximos seis meses a partir de novembro, Ezequiel Resende detalha que, 33,8% das empresas responderam que esperam aumento na demanda por seus produtos nos próximos seis meses, enquanto para o mesmo período 22,1% preveem queda. “Já as empresas que acreditam que o nível de demanda se manterá estável responderam por 44,2% do total”, informou.

Já sobre o número de empregados 23,4% das empresas responderam que esperam aumento no período indicado, enquanto 15,6% apontaram que esse número deve cair. “Além disso, 61% das empresas esperam manter o quadro de funcionários estável”, ressaltou o economista.

Ezequiel Resende reforça que as exportações devem ter alta para 6,5% das empresas respondentes nos próximos seis meses, enquanto 0,5% acreditam que deva ocorrer queda. “As empresas que preveem estabilidade para suas exportações responderam por 11,7% do total e 81,3% disseram que não exportam”, detalhou.

Sobre a intenção de investimento, em novembro, o índice ficou em 66,4 pontos, indicando aumento de 5,3 pontos sobre o mês anterior e de 12,9 pontos em relação à média histórica obtida para o mês. “O atual levantamento reflete uma alta participação das empresas industriais que pretendem realizar investimentos nos próximos seis meses, correspondendo a 73% do total. Por fim, os resultados variam de 0 a 100 pontos, quanto maior o índice, maior é a intenção de investir”, completou o economista.

Confiança do empresário permanece elevada

Ainda conforme a Sondagem Industrial, em novembro, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) alcançou a marca de 62,7 pontos, resultado 5,5 pontos maior que a média histórica obtida para o mês. “A confiança permanece elevada, principalmente, por conta do otimismo projetado para os próximos seis meses. Somada também a percepção de que a condição atual melhorou, quando comparada com os seis meses anteriores. Por fim, o indicador permanece bem acima da linha divisória dos 50 pontos, sinalizando que o empresário industrial de Mato Grosso do Sul segue confiante”, ressaltou Ezequiel Resende.

De acordo com o coordenador da Unidade de Economia, Estudos e Pesquisas da FIEMS, em novembro, 52% dos empresários se mostraram confiantes e acreditam que o desempenho da economia brasileira vai melhorar. Já em relação à economia estadual, o resultado ficou em 58,4% e, no caso da própria empresa, 72,7% dos respondentes confiam numa melhora do desempenho apresentado.

Fonte: Sistema Fiems

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