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Ministério Público, Polícia Federal e Gaeco de olho na “Farra da Covid-19” nos municípios de MS

Agentes do MPF – Internet

Da redação

Investigadores do Ministério Público Federal (MPF), agentes da Polícia Federal (PF) e policiais do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), braço do Ministério Público Estadual (MPE), estão de olho em possíveis atos irregulares que estariam  correndo soltos nos municípios de Mato Grosso do Sul no que se refere aos gastos dos recursos federais repassados, por meio do Governo do Estado, para as prefeituras custearem as despesas com as ações de combate aos avanços do Novo Coronavírus e da Covid-19 no Estado.

Há sérias suspeitas de que em várias prefeituras municipais, nas mais diversas regiões de Mato Grosso do Sul, prefeitos, vereadores e secretários municipais estariam se aproveitando de brechas na legislação, principalmente as permitidas pelo estado de calamidade, para praticar os mais inimagináveis abusos com o dinheiro público.

As investigações comandadas por policiais federais, investigadores do MPF e agentes do Gaeco têm como base fortes suspeitas de que estes homens públicos estariam nadando de braçada com negócios escusos, enquanto surgem no cenário uma gama de reclamações de parte da população que não estaria mais tendo acesso aos seus representantes dos poderes Executivo e Legislativo que estariam completamente envolvidos com as “negociatas covidianas”.

Polícia Federal _ Foto da Internet

É importante se ressaltar que no âmbito do Estado, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) tem se desdobrado para colocar Mato Grosso do Sul como destaque em nível nacional, porém, ele tem demonstrado até um certo grau de decepção com muitos prefeitos, inclusive alguns correligionários, que estariam sob suspeita de só estarem se preocupando em tirar proveito da pandemia aprontando ações deploráveis em detrimento do bem-estar da coletividade.

Com a decretação do estado de calamidade na quase totalidade dos municípios do Estado, os prefeitos, secretários municipais e até as mesas diretoras das câmaras municipais ficaram desobrigados de respeitar a Lei 8.666/93 (Lei das Licitações) e podem fazer compras emergenciais sem licitar.

Essa nova realidade estaria possibilitando a prefeitos, vereadores e secretários municipais praticarem superfaturamento de preços, haja vista a dispensa do processo licitatório, e este seria um dos principais focos das investigações das autoridades policiais estaduais e federais.

Gaeco também nas investigações _ Foto da Internet

Diante do que estaria se verificando em muitos municípios, até mesmos deputados federais e estaduais, assim como senadores, também, estariam decepcionados, pois não têm visto resultados efetivos de seu trabalho nas casas de leis que integram visando a viabilização de recursos extraorçamentários destinados ao combate à Covid-19 nos municípios. Milhões de reais liberados pelos deputados e senadores, ao invés de beneficiarem a população, estariam sumindo pelo ralo da corrupção.

Não se pode deixar de registrar, por outro lado, que, entre os 79 prefeitos municipais de Mato Grosso do Sul, há aqueles que agem com completa lisura, em destaque os que sequer decretaram estado de calamidade em suas cidades.

Um desses prefeitos, sob condição de anonimato, disse que a situação é preocupante. “Essa informação de que as autoridades estão investigando várias administrações municipais preocupa porque pode prejudicar municípios cujos prefeitos têm agido com lisura e comprometimento” afirmou.

Ele disse que em sua cidade não se usou o expediente da decretação de estado de calamidade nem no ano passado, nem nesse ano. “Não vi a necessidade de usar esse mecanismo, pois, é possível realizar todas as transações de compra de insumos para atender a demanda das campanhas de combate à Covid-19 respeitando o processo licitatório. Aqui foi feito tudo com licitação” contou.

DESCASO COM OUTROS PROGRAMAS – As informações que já vazaram dos resultados das investigações efetuadas pelas autoridades dão conta de que prefeitos e vereadores não estão levando a situação a sério e, inclusive, outros programas permanentes de combate a doenças endêmicas e crônicas, como dengue, zyka, chicungúnya, tuberculose, cânceres e hanseníase, entre outros, estariam caindo no esquecimento e colocando em risco a saúde de diversos segmentos da sociedade.

No festival de disque-que-me-disse que se espalhou pelo interior do Estado, há forte boataria no sentido de que prefeitos e outros agentes públicos municipais têm deixado suas cidades de origem com destino à Capital, onde vêm com a desculpa de buscar soluções para problemas da Covid-19, mas acabam mesmo é usando dinheiro das diárias para participar de festinhas suspeitas que já estão sendo apelidadas de “farras covidianas”.

Foto: Internet

Há também documentos gravados circulando nas redes sociais da Internet mostrando casos de prefeituras em que os prefeitos e secretários municipais criaram seus próprios protocolos nas ações de combate à Covid-19, contrariando as normas do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS), tudo porque o dinheiro foi mal aplicado e não há mais insumos para o cumprimento dos protocolos oficiais. Nem dinheiro para adquiri-los.

Apesar dos esforços do governo estadual para manter Mato Grosso do Sul como um dos modelos no processo de imunização da população, sem permitir que caia a qualidade dos serviços de saúde pública prestados nos outros programas mantidos pela administração estadual e pelos municípios, a verdade nua e crua é que muito breve pode estourar o esquema montado nas prefeituras municipais para torrar o dinheiro da Covid-19.

Apesar de alguns prefeitos e vereadores tentarem mostrar para o Estado um mar de rosas nos seus municípios, a grande verdade é que o povo vive um dos piores momentos da sua história e a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e o Gaeco estão de olhos bem abertos para acabar com o que vem sendo chamado de a “Farra com o Dinheiro da Covid-19”, o que promete cenário de manhãs vindouras com portas de prefeituras abarrotadas de viaturas do MPF, PF e Gaeco.

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