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Jovem encontra refúgio na arte e transforma esculturas de papel em fonte de renda

Um processo terapêutico levou a campo-grandense Sarah Caires, 28 anos, a descobrir a paixão por esculturas de papel.

O encontro com a arte foi tão especial, que ela conseguiu transformar o hobby em profissão, ao representar pessoas reais em obras coloridas e cheias de personalidade.

“O seu corpo pode dizer muito sobre você”, acredita Sarah. Nas esculturas criadas pela artista é possível representar características físicas reais de forma lúdica, reviver personalidades inesquecíveis, como a Frida, ou criar livremente personagens em miniaturas.

Apenas o material não difere. Tudo é feito com papel, utilizando a técnica do machê, com o material batido no liquidificador, ou papietagem, em que ele é rasgado e misturado com cola. “Alguns dos meus personagens são criações artísticas minhas e outros são encomendas, de pessoas que pedem as esculturas e enviam fotos da pessoa que será homenageada”, explica Sarah.

Crise de ansiedade e descoberta artística

O processo de descoberta artística de Sarah começou durante um grande desafio. Aos 16 anos, o cotidiano girava em torno do vestibular. “Mas, a gente é muito mais que isso, né?”, questiona a artista.

Ansiosa com tantas cobranças da escola que frequentava e limitada pelas pretensões almejadas por outras pessoas, Sarah desenvolveu um quadro de ansiedade que a levou direto ao divã. Na consulta, ela ouviu da psicóloga que o melhor caminho no momento era justamente retroceder, buscar na infância o que fazia os olhos brilharem.

“Eu comecei a ter crise de ansiedade relacionada a esse período da minha vida, onde eu teria que estudar só para passar no vestibular. A minha escola tinha essa pressão dos alunos passarem em universidades, para a escola ter um nome legal. Eu achei o ambiente muito fechado”, relembra.

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