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Jogadores se manifestam contra Copa América, mas dizem que nunca dirão ‘não à seleção’

Atletas dizem que não quiseram tornar discussão em torno da competição continental em assunto político

Após uma semana com bastidores tensos, a seleção brasileira venceu o Paraguai por 2 a 0, na noite desta terça-feira, no Defensores del Chaco. Logo após a sexta vitória em seis jogos do time de Tite, os jogadores publicaram um manifesto em suas redes sociais, liderados pelo capitão Casemiro. Na nota, se mostram contrários à realização da Copa América no Brasil e criticaram a Conmebol, mas dizem que não querem tornar a discussão “política”. (leia a íntegra ao fim da matéria)

AS VÍTIMAS DA COVID-19 NO ESPORTE

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Marcelo Veiga, Renê Weber e Jorginho foram algumas das vítimas da Covid-19 Foto: Montagem sobre fotos

Marcelo Veiga, Renê Weber e Jorginho foram algumas das vítimas da Covid-19 Foto: Montagem sobre fotos

Marcelo Veiga, Renê Weber e Jorginho foram algumas das vítimas da Covid-19 Foto: Montagem sobre fotos

Marcelo Veiga. Técnico do São Bernardo morreu em dezembro do ano passado, aos 56 anos, após ser internado.

Silva Batuta. Ex-Flamengo morreu aos 80 anos.

Leopoldo Luque. Campeão mundial de 1978 com a Argentina morreu aos 71 anos.

Cléber Arado. Aos 48 anos, o ex-atacante do Coritiba foi mais um a perder a batalha para a Covid-19 Foto: Divulgação/Coritiba

Cléber Arado. Aos 48 anos, o ex-atacante do Coritiba foi mais um a perder a batalha para a Covid-19.

Renê Weber. Em dezembro de 2020, técnico e ex-auxiliar do Botafogo perdeu a luta para doença aos 59 anos.

Paulo Magro. Presidente da Chapecoense morreu aos 58 anos.

Jorginho. Há 40 anos no Flamengo, massagista não resistiu às complicações e morreu aos 68 anos.

Mauro Sampaio, o Maurão. Motorista do Botafogo morreu aos 63 anos, em janeiro.

A ex-pivô Ruth de Souza, campeã do Pan de Havana (1991) com a seleção brasileira de basquete, morreu aos 52 anos, em abril de 2021 Foto: Confederação Brasileira de Basquete

A ex-pivô Ruth de Souza, campeã do Pan de Havana (1991) com a seleção brasileira de basquete, morreu aos 52 anos, em abril de 2021.

Campeã da São Silvestre, Roseli Machado morreu aos 52 anos, em abril de 2021.

Suíço, ex-jogador de vôlei da seleção em três Olimpíadas e do Botafogo, morreu em 21 de abril de 2021.

“Somos um grupo coeso, porém com ideias distintas. Por diversas razões, sejam elas humanitárias ou de cunho profissional, estamos insatisfeitos com a condução da Copa América pela Conmebol, fosse ela sediada tardiamente no Chile ou mesmo no Brasil”, diz trecho do manifesto, em tom que O GLOBO adiantou na última segunda-feira.

Os jogadores decidiram divulgar, em conjunto com a comissão técnica, o manifesto. O objetivo foi deixar claro a insatisfação com os problemas da entidade na organização da Copa do América. Os atletas ficaram descontentes com a forma como o então presidente da CBF, Rogério Caboclo, conduziu o tema, sem conversar internamente sobre a transferência da Copa América para o Brasil.

Também causou mal-estar o fato de nenhum dirigente ter se pronunciado publicamente sobre a transferência. Na entrevista pós-partida, Marquinhos, capitão da equipe, se esquivou ao falar sobre o assunto:

Crise na CBF:pressão sobre Caboclo movimenta debate interno sobre sucessão da entidade

— Sabemos todos sobre o contexto da Copa América. Foi muito discutido internamente e externamente. Em momento algum os jogadores se negaram a vestir essa camisa. É o nosso sonho de criança. É o maior orgulho para a gente estar vestindo essa camisa. A partir de agora vamos ver o que será decidido. Sabemos que existe uma hierarquia e estamos cientes do nosso papel. Não negamos em vestir essa camisa — afirmou o zagueiro.

Em coletiva, Tite se esquivou de polêmicas, mas diz não ser ‘hipócrita ou alienado’.

RELEMBRE OS BRASILEIROS QUE JÁ FORAM ARTILHEIROS DA COPA AMÉRICA

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EVERTON - Último jogador brasileiro a entrar no seleto grupo de artilheiros da Copa América, Everton dividiu o destaque da edição de 2019 com o peruano Paolo Guerrero, ambos com 3 gols Foto: Reprodução

EVERTON – Último jogador brasileiro a entrar no seleto grupo de artilheiros da Copa América, Everton dividiu o destaque da edição de 2019 com o peruano Paolo Guerrero, ambos com 3 gols.

ROBINHO – O atacante foi artilheiro da edição da Copa América em 2007, com 6 gols.

ADRIANO – O centroavante é o maior artilheiro (sete gols) de uma edição da Copa América no século 21 (2004).

RIVALDO e Ronaldo foram à segunda dupla brasileira na história a dividir a artilharia de uma edição da Copa América, em 1999.

RONALDO – Artilheiro ao lado de Rivaldo na Copa América de 1999, com cinco gols.

BEBETO – No quarto título de Copa América da seleção brasileira, foi o maior goleador do campeonato de 1989.

ROBERTO DINAMITE – Em 1983, quando o Brasil foi vice, perdendo para o Uruguai, Roberto Dinamite dividiu a artilharia com outros três jogadores: Carlos Aguilera (Uruguai), Jorge Burruchaga (Argentina) e Eduardo Malásquez (Peru).

PELÉ – Na única edição de Copa América de que participou, em 1959, o Brasil não foi campeão. Mas o rei se sagrou artilheiro com 8 gols na competição.

JAIR ROSA – Entre os brasileiros, Jair Rosa Pinto foi o maior artilheiro em uma edição da Copa América. Jogador marcou 9 gols na edição de 1949.

HELENO DE FREITAS – Craque balançou a rede por 6 vezes, dividindo a artilharia da competição com Norberto Méndez, da Argentina, em 1945.

MANOEL RECO e ARTHUR FRIENDEREICH (à direita da foto) dividiram a artilharia na edição de 1919, a primeira em que o Brasil se destacou no maior número de gols.

Leia na íntegra:

“Quando nasce um brasileiro, nasce um torcedor. E para os mais de 200 milhões de torcedores escrevemos essa carta para expor nossa opinião quanto à realização da Copa América.

Somos um grupo coeso, porém com ideias distintas. Por diversas razões, sejam elas humanitárias ou de cunho profissional, estamos insatisfeitos com a condução da Copa América pela Conmebol, fosse ela sediada tardiamente no Chile ou mesmo no Brasil.

Todos os fatos recentes nos levam a acreditar em um processo inadequado em sua realização.

É importante frisar que em nenhum momento quisemos tornar essa discussão política. Somos conscientes da importância da nossa posição, acompanhamos o que é veiculado pela mídia estamos presentes nas redes sociais. Nos manifestamos, também, para evitar que mais notícias falsas envolvendo nossos nomes circulem à revelia dos fatos verdadeiros.

Por fim, lembramos que somos trabalhadores, profissionais do futebol. Temos uma missão a cumprir com a histórica camisa verde amarela pentacampeã do mundo. Somos contra a organização da Copa América, mas nunca diremos não à Seleção Brasileira.”

 

Fonte GE.

Redação Gdsnews.

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