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Ator recebe ameaças de morte de paraguaios por papel em novela inédita

Aos 57 anos, o ator Roberto Birindelli vive uma situação inédita em sua carreira: está recebendo ameaças de morte da população paraguaia por causa de seu trabalho. E o pior é que a novela Nos Tempos do Imperador ainda nem

nem estreou! “Eu não posso mais entrar no Paraguai!”, confessa ele, em um tom meio de brincadeira, meio temeroso.
Na próxima trama das seis, adiada por causa da pandemia de coronavírus, Birindelli dá vida ao general paraguaio Solano López, que bateu de frente com dom Pedro 2º (Selton Mello) na Guerra do Paraguai (1864-1870).
Como o imperador brasileiro é o protagonista da história de Alessandro Marson e Thereza Falcão, sobrou para o rival o papel de vilão –só que o militar é um grande herói para a população do pequeno país latino, que não está lidando muito bem essa representação negativa do general.
“Recebo desde mensagens que questionam o meu papel a ameaças de morte. Eu até tento justificar, falo que a novela conta a versão brasileira dos fatos. Quando se trata de uma guerra, qualquer coisa que seja dita vai indignar um dos. Se não indignasse ninguém, não haveria guerra, não é?”, questiona o uruguaio.
A participação de Birindelli ocorrerá no início da trama, quando uma comitiva do general tem um encontro desastroso com o imperador no Centro-Oeste brasileiro. Depois, ele voltará na reta final da história, quando a Guerra do Paraguai de fato explode. As primeiras sequências já foram gravadas, e o ator já estava preparado para esperar pela volta ao trabalho quando soube que as gravações tinham sido interrompidas para proteger a equipe da Globo.
Isolado em sua casa, ele tenta achar uma lição positiva para tirar da loucura que o mundo está atravessando. “Ok, é uma prisão, é um confinamento, mas às vezes a gente precisa de algo explodindo na cara para entender que muita coisa precisa ser mudada. Eu não tenho consumido nada, mas confesso que não sinto falta, só das pessoas. A gente dá muito valor para o dinheiro, às coisas materiais, do que às

outras pessoas. Quando voltar ao normal, acho que isso vai mudar”, filosofa.
Fonte: Noticias da tv
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