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Análise: Grêmio se firma na defesa e prioriza resultado para sair na frente em busca da final

Ao bater o Caxias, time chega a três vitórias em três jogos com Tiago Nunes, sem brilhantismo, mas seguro antes de dar novos passos

Tiago Nunes tem três jogos e três vitórias pelo Grêmio. A última por 2 a 1, na noite deste domingo, sobre o Caxias, pela ida da semifinal do Gauchão. À base de resultados positivos, o Tricolor mira a evolução proposta pela comissão técnica sem pressa, sustentada da defesa para o ataque.

O resultado veio em mais uma atuação sem nada de muito brilho, bastante sóbria e sólida do Grêmio. A equipe tem se firmado na defesa nestes primeiros passos sob nova direção e faz o suficiente para vencer. Com as vitórias, fica mais fácil consolidar o trabalho.

E, a partir daí, buscar repertório. O próprio treinador admitiu que é preciso aumentar o leque de jogadas. Mas cita isso como um passo futuro.

– Passo a passo vamos evoluindo, criando mais repertório para a equipe se portar bem a maior parte do tempo. Lógico que temos que considerar o adversário que condiciona nossos movimentos e o tipo do jogo – comentou Tiago Nunes.

Na vitória de domingo, o Tricolor teve mais posse de bola, mas muito mais se defendeu com ela do que foi agressivo. Por exemplo, até próximo dos 15 minutos do segundo tempo, Thiago Santos tinha 37 passes completos, Matheus Henrique, 27, e Jean Pyerre, 26. Antes, quando o trio conseguiu se comunicar no campo ofensivo, saiu a jogada do primeiro gol.

Mas, no geral, o Grêmio mais ficou com a bola nos pés para evitar problemas. Geromel deu 100 passes completos, e Ruan, 97. Quase 200 dos 668 da equipe no jogo.

Os dois zagueiros também são esteio para voltar o jogo e não arriscar perder a bola. Sem arriscar tantos passes verticais ou acelerar mais o jogo. A circulação mais rápida da bola é um dos pontos para avançar na criação pelo centro.

– O Grêmio fez um jogo de posse maravilhoso, conquistou títulos, tinha jogadores que tinham característica de buscar a bola e criar volume, que davam tempo para chegar na entrelinha, na área adversária. Temos jogadores mais verticais, não são atletas na bola do pé, da combinação – explicou Tiago Nunes.

Fonte: Globo Esporte

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