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Parturiente relata cenas de horror passadas nas mãos do médico Iber Gomes de Sá Neto do Hospital Darci João Bigaton, em Bonito

Uma mãe bonitense passou por momentos de horror enquanto era atendida pela médico Iber Gomes de Sá Neto do Hospital Darci João Bigaton, em Bonito. O relato ao GDS News é da mãe bonitense Flavia Chaparro que contou ter se preparado para o momento do parto, respeitando normas da Organização Mundial de Saúde (OMS), como posição, uso de medicamentos e procedimentos com ela e com o bebê, porém, o médico não aceitou e a tratou de uma forma muito rude praticando violência obstétrica contra ela.

“Enquanto ele estava dentro de mim {com o dedo dentro de sua vagina fazendo o exame do toque} veio mais uma contração e entre gritos eu pedi para que ele retirasse o dedo que já estava em mim há tempo demais e ele não me atendeu. Minha acompanhante pediu para que ele parasse e ele de forma rude e dura gritou com ela e ameaçou tirá-la da sala” diz Flávia Chaparro em um dos trechos mais dramáticos das declarações dela contra o médico do Hospital Municipal de Bonito.

Conforme levantado pelo GDS News, em Bonito a reclamação contra os serviços públicos de saúde em geral. A alegação dos cidadãos de Bonito é de que os servidores da municipalidade a serviço do postos de saúde tratam as pessoas muito mal, com arrogância e muita falta de educação.

É muito comum casos como a de Flávia Chaparro em que as pessoas são tratadas as pessoas como animais. Faltam preparo profissional e humanidade no atendimento, enquanto sobram as grosserias que muitas vezes traumatizam mães e pais de família. “Elas {servidores públicos municipais} são grosseiras com a população. As pessoas chegam doentes no posto de saem de lá doentes e frustradas” denunciam os usuários do Sistema Único de Saúde em Bonito.

Com o atendimento é muito desumano, as sendo muito desrespeitadas e muitas vezes constrangidas pelos servidores que se sentem espécies de semideuses, os bonitenses já se mostram cansados de terem esse atendimento de baixa qualidade e que não condiz com a imagem que o município passa para o resto do Brasil e do mundo.
A grande verdade é que o tempo não tem sido aliado dos usuários dos serviços de saúde de Bonito, especialmente do Hospital Darci João Bigaton, pois, entra prefeito, sai prefeito e a falta de preparo e de respeito para com a população por parte desses profissionais não mudam

DEPOIMENTO – Na sequência transcrevemos na íntegra o relato de Flávia Chaparro que deu à luz um bebê no último dia 4 no referido hospital, passando por todas as humilhações proporcionadas pelo médico obstetra que deveria assisti-la e fazer todo o possível para que a criança viesse ao mundo no clima mais tranquilo possível.

“Olá, me chamo Flavia Chaparro, e fui vítima de violência obstétrica durante o meu parto que ocorreu no dia 04/02/2021 pela equipe plantonista do Hospital Darci João Bigatonn.

Horas antes eu permaneci em minha casa, monitorando minhas contrações para não chegar ao hospital cedo demais, pois eu já sabia de várias histórias de violência obstétrica acontecidas nessa unidade de saúde.

Aproximadamente as 05:00 do dia 04/02/2021 eu cheguei ao hospital já em trabalho de parto ativo, fui direcionada a sala de pré-parto e examinada por uma enfermeira, que confirmou dilatação total do colo do útero (10 cm).

Enquanto foram chamar o médico obstetra e buscar a minha acompanhante, minhas contrações já indicavam que eu podia fazer força para que o bebê começasse a sair e assim eu o fiz.

A Enfermeira retornou e passamos para ela o nosso plano de parto, tudo dentro das recomendações da OMS (posições, uso de medicamentos, procedimentos comigo e com o bebe etc) para que o parto ocorresse como nos sentiríamos melhor, ela ouviu tudo atentamente e concordou, afinal, era uma gestação saudável e de baixo risco. Foi oferecido a ocitocina que por mim foi claramente recusada e ela aceitou.

O obstetra chegou, não houve cumprimento, nem conversa, e nem interesse em saber os nossos nomes ou como estávamos. Ele pediu para que a enfermeira trouxesse ocitocina e ela informou a ele que eu não queria, ele insistiu e ela trouxe. Pediu para que eu subisse na cama e eu disse claramente que não era a posição que favorecia o meu trabalho de parto, que eu gostaria de permanecer na banqueta de parto vertical a qual eu já estava, ele insistiu disse que precisava fazer um exame de toque, então eu esperei uma contração passar e com ajuda eu subi na cama e ele começou, enquanto ele estava dentro de mim veio mais uma contração e entre gritos eu pedi para que ele retirasse o dedo que já estava em mim há tempo de mais, e ele não me atendeu, minha acompanhante pediu para que ele parasse e ele de forma rude e dura gritou com ela e ameaçou tira-la da sala. Voltei para a banqueta, ele estava agitado e apressado, não respeitava os limites do meu corpo, falava de forma grosseira que eu fizesse força a todo o momento. Entre uma contração e outra eu pedia por favor que fizesse silêncio e falava que eu sabia quando o meu corpo pedia para empurrar e ele me ignorava, então eu pedi pra ele se retirar da sala pois a presença dele atrapalhava o meu desenvolvimento e ele riu negando a sua saída.

Eu havia me preparado para aquele momento durante os aproximados nove meses anteriores, li muito, assisti documentário, pesquisei sobre meus direitos, eu cheguei lá completamente conectada com o meu corpo e sabia o que precisava fazer, estava consciente porém ele queria tirar a minha autonomia de toda forma mesmo tudo ocorrendo bem e mais rápido do que esperado.

A enfermeira me levou para o chuveiro, sentada na banqueta com a água morna escorrendo pelas minhas costas eu pude relaxar e sentir que o trabalho de parto já estava chegando ao fim, porém ele mandava a enfermeira inserir os dedos em mim a todo o momento, mesmo eu dizendo que não queria pois doía e atrapalhava meu desenvolvimento, quando a cabeça da bebê coroou em mim e faltavam mais algumas empurradas para que ela saísse, ele mandou que me tirassem do chuveiro e levasse para a sala de parto, eu pedia para ficar, pois já ia nascer ali e na posição que eu queria e nos favorecia, eu até gritava mas ele me ignorava. Ele mandou as enfermeiras me pegarem pelos braços e eu fui forçada a cambalear pelos corredores sentindo a cabeça do meu bebê já quase pra fora, foi horrível, sentia dor e humilhação, eu chorava e pedia para me deixarem livre e eles ignoravam a mim e a minha acompanhante que já estava chocada com o que via sem poder fazer nada, eles me subiram na cama de parto e colocaram …” (Respeitamos a grafia original).

Confira amanhã a parte 2 dos horrores enfrentados por bonitenses quando buscam atendimento médico no Hospital Darci João Bigaton.

 

Da Redação

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