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Os oito homens de Paulo Guedes que deixaram o governo

O ministro da Economia, Paulo Guedes, já perdeu oito pessoas de sua equipe

Com a saída de dois secretários especiais do Ministério da Economia, o time formado por Paulo Guedes já acumula ao menos oito baixas em cargos importantes. Veja a seguir quem decidiu desembarcar do governo desde o início da Presidência de Jair Bolsonaro.

PAULO UEBEL

O ex-secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Antonio Spencer Uebel

O ex-secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Antonio Spencer Uebel Foto: Presidência da República

Insatisfeito com o atraso no envio da reforma administrativa, Paulo Uebel decidiu nesta terça-feira deixar a Secretaria de Desburocratização, Gestão e Governo Digital. A pauta, que mexe nas regras do funcionalismo, era a principal agenda da pasta, mas foi adiada inúmeras vezes a pedido do presidente Jair Bolsonaro, que teme o ônus político causado por uma proposta que afeta interesses de servidores públicos.

SALIM MATTAR

O ex-secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar

O ex-secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia, Salim Mattar Foto: Sergio Zacchi

Desgastado há meses, Salim Mattar deixou a Secretaria Especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados sem conseguir cumprir a promessa de acelerar o processo de privatizações defendido por Paulo Guedes, que chegou a prometer se desfazer de todas as estatais. Em pouco mais de um ano no cargo, apenas algumas subsidiárias foram desestatizadas. Dono da Localiza, Mattar é empresário e se queixava freqüentemente do que considerava amarras da burocracia do setor público.

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RUBEM NOVAES

Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, está convencido de que é preciso privatizar a instituição

Rubem Novaes, ex-presidente do Banco do Brasil, está convencido de que é preciso privatizar a instituição Foto: Claudio Belli / Valor

A saída de Rubem Novaes da presidência do Banco do Brasil ocorreu após queixas de Novaes sobre a pressão política em Brasília sobre o banco público. Liberal formado em Chicago, como Guedes, ele também se sentia frustrado pelo veto imposto por Bolsonaro à privatização da instituição financeira, que ele admitia ser um sonho. André Brandão, do HSBC, deve substituir Novaes.

JOAQUIM LEVY

O ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy

O ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy Foto: Jorge William

Ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, Levy também é liberal de Chicago foi convidado por Guedes para presidir o BNDES. No entanto, só ficou no cargo até junho de 2019, após ser criticado publicamente por Bolsonaro, insatisfeito com a demora para abrir o que considerava ser a “caixa preta” do banco. Levy foi substituído por Gustavo Montezzano.

MANSUETO ALMEIDA

O ex-secretário do Tesouro, Mansueto Almeida

O ex-secretário do Tesouro, Mansueto Almeida Foto: Fernando Lemos

Nome forte das contas públicas e um dos criadores do teto de gastos, Mansueto deixou o comando do Tesouro Nacional neste ano. No governo desde a gestão de Michel Temer, o economista já havia sinalizado o desejo de ir para o setor privado, mas permaneceu na equipe por um ano e meio, sendo sucedido por Bruno Funchal.

MARCOS CINTRA

O ex-secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra

O ex-secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra Foto: Leo Pinheiro

Integrante da equipe econômica desde o time de transição montado no Rio de Janeiro, Marcos Cintra deixou a chefia da Receita Federal após insistir na defesa de um imposto sobre transações financeiras, nos moldes da CPMF. Sua saída atrasou em quase um ano o início do debate sobre a reforma tributária do governo.

MARCOS TROYJO

O economista Marcos Troyjo, ex-secretário de Comércio Exterior

O economista Marcos Troyjo, ex-secretário de Comércio Exterior Foto: Washington Costa

Deixou a Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais. O economista trocou o cargo pela presidência do New Development Bank, conhecido como o “banco dos Brics”.

CAIO MEGALE

Caio Megale deixou o governo recentemente

Caio Megale deixou o governo recentemente Foto: Washington Costa / Ministério da Economia

Diretor na secretaria especial de Fazenda, Caio Megale deixou o governo em julho deste ano. Disse a pessoas próximas que decidiu deixar o cargo por motivos pessoais. Ele morava num hotel em Brasília e queria voltar para próximo da família, em São Paulo.

Fonte O Extra.

Redação TVgdsnews

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