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Menos de 24 horas após corpo sem cabeça ser encontrado, Polícia Civil faz a identificação: ‘Tatuagem foi fundamental’

Corpo de homem, sem cabeça e sem documentos, foi encontrado no sábado (20) em uma trilha em Tacuru. Vítima é um indígena e a suspeita é que crime tenha sido motivado por ciúme.

Na tarde deste domingo (21), menos de 24 horas após o corpo de um homem, sem cabeça e sem documentos, ser encontrado em uma trilha em Tacuru (MS), a equipe da Polícia Civil do município conseguiu fazer a identificação. A vítima é um indígena, Sérgio Gimenez. Ele era morador da própria cidade e já tinha várias passagens pela polícia.

Segundo o delegado Edgard Punsky, que comanda as unidades da Polícia Civil em Paranhos e Tacuru, a tatuagem que a vítima possuía em um dos braços, com o nome “Bianca”, foi fundamental para a identificação, assim como o trabalho da investigadora Silvana e do escrivão Frederico.

O delegado diz que desde sábado (20), quando o corpo decapitado foi encontrado, que os dois policiais de Tacuru se debruçaram sobre o caso. Ele disse que a divulgação sobre o detalhe da tatuagem da vítima ajudou na identificação.

“Eles souberam de um rapaz que estava desaparecido e que tinha uma tatuagem. Conseguiram chegar à mãe dele, que falou dessa mesma tatuagem e a reconheceu. Mostrou, inclusive fotos. Daí chegamos aos outros parentes. A ex-mulher e a irmã”.

Punsky diz que os familiares já trouxeram os documentos e fotos a delegacia, e que foi feita uma identificação positiva. Ele revela que mesmo assim foram coletadas as impressões digitais para o exame de necropapiloscópia e material genético tanto da mãe quanto da vítima, para fazer a comparação.

O delegado reitera, entretanto, que a identificação é conclusiva, tanto que a certidão de óbito já foi lavrada com o nome da vítima.

Além de identificar o corpo, a investigação do caso avançou também, de acordo com Punsky, na descoberta da motivação do crime. A suspeita mais forte é de que o homicídio tenha sido causado por ciúme. O suspeito seria o atual companheiro da ex-mulher da vítima.

O delegado diz que já havia um histórico de desentendimentos entre os dois e que desde sábado esse homem não é mais visto na cidade. “A vítima tinha um filho com a ex e o visitava constantemente. Isso já tinha sido de motivo de brigas entre os dois e da ex-mulher com seu atual companheiro. Os policiais foram até a casa onde esse homem reside, mas não o encontraram”.

O corpo

 

O corpo foi encontrado na tarde deste sábado (20), sem cabeça, em uma trilha ecológica, próximo a uma praça de Tacuru. Perto do cadáver a polícia localizou um machado com vestígios de sangue na lâmina. A suspeita é que a ferramenta tenha sido utilizada para decapitá-lo. A vítima vestia uma calça preta, estava descalça, sem camisa e não tinha documentos.

O cadáver já estava em avançado estágio de putrefação e apesar de várias buscas feitas na área por policiais civis e militares que a cabeça não foi localizada.

Fonte: G1 MS

GCR

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