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Gilberto Barros é denunciado após dizer que agrediria gays beijando na rua

Gilberto Barros foi denunciado ao Ministério Público do Estado de São Paulo por crime de homofobia após afirmar durante uma entrevista no Youtube – exibida na quarta-feira (09) – que agrediria homens que se beijassem na sua frente. A denúncia partiu do jornalista e pré-candidato a vereador William de Lucca, que justificou no Twitter que não é admissível um comunicador incentivando a agressão.

“Você lembra a hora que eu acordava para trabalhar na Rádio Globo, quando cheguei a São Paulo, em 1984? Tinha que acordar às 2h30 e ainda presenciar, no lugar onde guardava o carro, beijo de língua de dois bigodes. Porque tinha uma boate gay lá na frente. Não tenho nada contra, mas também sou gente. Naquela época ainda, imagina. Chegando do interior… hoje em dia, se quiser fazer, faz, mas apanha os dois”, disse o apresentador, que recebia Sônia Abrão como sua convidada no canal.

William de Lucca se baseou na lei estadual 10.948, sancionada em 2001, e que pune a prática de discriminação em razão da orientação sexual e identidade de gênero.

“Não é admissível que alguém, especialmente na imprensa, incentive a violência contra LGBT. Vai responder penal e administrativamente e vai aprender pela lei a respeitar nossa população. É inaceitável que em pleno século 21 a gente ainda seja ameaçado por fazer algo que qualquer pessoa heteronormativa faz tranquilamente, sem qualquer incômodo. Precisamos coibir este tipo de postura, mas, mais que isso, promover ações políticas e de reparação às violências contra a população LGBT”, disse o ativista.

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