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Cuca diz que gol do Palmeiras foi “espírita” e acredita que iluminação atrapalhou Volpi

São Paulo sofre empate no segundo tempo, e treinador lamenta resultado no Morumbi

Cuca lamentou muito o empate do São Paulo para o Palmeiras, neste sábado, no Morumbi, pela décima rodada do Brasileirão. O Tricolor vencia a partida até os 25 minutos, quando Dudu chutou de dentro da área, a bola desviou em Reinaldo, encobriu Tiago Volpi e bateu na trave antes de desviar nas costas do goleiro e entrar. O Palmeiras segue na liderança, com 26 pontos, e o São Paulo no meio da tabela, com 15.

 

Para o treinador do São Paulo, o Palmeiras não merecia o gol, que ele chamou de “espírita”. Cuca também citou a iluminação do Morumbi, recém reformada para a disputa da Copa América, com uma das culpadas pelo lance.

 

– O Palmeiras teve uma sorte incrível, um gol espírita. Acho que a iluminação atrapalhou o Volpi. Ele pegou umas ainda que impedido uma boa do Carlos Eduardo. Naquela bola ele foi atrapalhado e muda todo o jogo, bem na hora que o Toró estava para entrar e matar no contra-ataque. Lamentável. Não era o que a gente queria. Apesar do Palmeiras ter mais posse de bola no segundo tempo nós tivemos mais chance – afirmou Cuca em entrevista coletiva.

 

Apesar da lamentação pelo resultado, o treinador ressaltou a parte física da equipe. Antes da parada para a Copa América, a questão do cansaço era uma das coisas que Cuca queria trabalhar durante a concentração no CT de Cotia.

 

– No quesito físico nós evoluímos. Por conta do primeiro semestre ter voltado de um torneio nos EUA, jogadores na Seleção, no Sub-23 ficou complicado. Hoje acho que já tivemos uma condição melhor, mas ainda falta ritmo de jogo. É tão importante quanto o condicionamento. Sem dúvidas vamos melhorar. Hoje deu para ver o São Paulo forte e temos apenas que lamentar o resultado – afirmou.

 

O São Paulo volta aos treinos no domingo. No CT da Barra Funda, os jogadores irão fazer um trabalho regenerativo na parte da manhã. Com o empate deste sábado, o Tricolor foi aos 15 pontos e está na oitava posição.

 

 

Análise do jogo

– Fazendo a análise do jogo. Assim, eu acho que é um pecado a gente não ter ganhado essa partida pelo que foi o primeiro tempo. Procuramos sair com bola no chão para quebrar a primeira linha do Palmeiras por parte do Tchê Tchê e Hernanes. Criamos bastante, saímos na frente, tivemos o controle. O Palmeiras teve uma chance com o Scarpa para o Volpi defender, mas tivemos o controle do jogo. Aí vem o segundo tempo, reúno os jogadores e falo que não podemos perder o controle do jogo e temos que matar o jogo. O Palmeiras tem uma bola parada boa. No primeiro tempo do jogo o Deyverson faz o arremate e o Volpi faz uma grande defesa. Em questão de minutos a gente teve a chance para matar. Teve uma outra com o Pato e tiveram duas ou três que você não chama seu tima para defender. Na pelada quando você joga o adversário vai com tudo e abre chance. Quantos não tivemos? Várias.

 

 

Carlinhos Neves

– Quanto ao Carlinhos (Neves) é um amigo meu, trabalhamos em sete clubes, quase dez anos. Saiu por uma opção pessoal e logo vai estar trabalhando em grande clube porque é um dos melhores.

 

Pablo

– Não foi o joelho. Foi o tendão. Ele tava mancando. Ele tava adaptado ao jogo, o Raniel que entrou fez 20 minutos no treino. Ele tava bem e deu uma caída e mudou, é normal. Tentamos manter a estrutura do jogo. Podia colocar o Toró, mas resolvemos manter uma referência. Acho que a estreia dele foi boa.

 

Saída de bola

– Trabalhei muito a saída de bola. Quando você quebra essa linha o jogo abre para você. Colocamos em prática e quebramos a linha do Palmeiras. O contra-ataque se abriu para gente, mas não conseguimos o último passe.

 

Segundo tempo

– É um jogo de duas grandes equipes, e com um minuto (do segundo tempo) eles criaram uma jogada. Isso mexe. Incentiva quem tá atrás e segura quem está na frente. Isso é normal. Pouco tempo depois, repito, tivemos a chance para matar o jogo e infelizmente não fizemos e fomos penalizados em um gol de muita sorte. O Raniel teve um começo promissor, mas caiu como toda a equipe. O Palmeiras retraiu e não conseguimos achar os espaços.

 

Sabor de derrota

– Um empate desse com sabor de derrota ele é muito dolorido. Isso dói mais neles e em mim do que em todo mundo aí. Temos que saber diferenciar um gol desse, se não acontece. Se não acontece o São Paulo estava sendo elogiado pelo que o São Paulo produziu. A gente tem que diferenciar o resultado do desempenho.

 

Por G1— São Paulo

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