CriseDestaquesPolícia

Crise penitenciária no Amazonas

55 detentos morreram nesta semana em quatro presídios de Manaus. Uma das unidades já tinha sido palco, há dois anos, do maior massacre penitenciário no estado.

O assassinato de 55 presos em 48 horas é o novo capítulo da crise penitenciária do Amazonas. Há pouco mais de dois anos, ocorreu o maior massacre em presídios do estado, com 56 mortes, durante uma rebelião de 17 horas.

Desde então, as autoridades tomaram uma série de medidas, como o envio de tropas federais e a transferência de chefes de facção para presídios de segurança máxima. Mas muitos problemas ainda persistem. Entenda a seguir o que aconteceu desde 2017 e os principais desafios a serem enfrentados.

O que aconteceu nesta semana?

Uma disputa entre integrantes de uma mesma facção causou a morte de 55 detentos de 4 presídios em Manaus. Os crimes foram cometidos entre domingo (26) e segunda-feira (27).

A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) informou que a maioria das mortes tinham indício de asfixia. Elas ocorreram nas seguintes unidades:

  • Compaj – 19 mortos
  • Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) – 25 mortos
  • Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) – 6 mortos
  • Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM 1) – 5 mortos

Os primeiros assassinatos ocorreram no Compaj – o mesmo local do massacre de 2017 – durante a visitação a presos. Uma briga nos pavilhões 3 e 5 deixou 15 mortos. As vítimas foram asfixiadas ou perfuradas com escovas de dentes, que haviam sido transformadas em objetos cortantes. Familiares presenciaram algumas das mortes, mas, segundo a Seap, não foram feitos reféns.

O juiz Glen Hudson Paulain Machado, titular da Vara de Execução Penal, disse que foi uma briga de poder dentro da facção Família do Norte (FDN). “Não se trata de rebelião, mas de disputa interna da FDN. Essa informação foi transmitida pela Seap à Vara de Execução Penal.”

A Polícia Civil abriu um inquérito para identificar os mandantes e apurar os motivos.

Quais são as facções que atuam em presídios do estado?

A principal é a FDN, que domina a rota de tráfico de drogas do Solimões. A FDN se fortaleceu em relação ao PCC em 2015, após fazer uma espécie de acordo com o Comando Vermelho (CV).

Fonte G1

Mostrar Mais
Botão Voltar ao topo
Fechar
Fechar

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios